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terça-feira, 18 de outubro de 2016

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO WALTER CANTÍDIO UTILIZA TÉCNICA PIONEIRA DE TRANSPLANTE NO CEARÁ.

O paciente recebeu as células da medula da mãe, que apresentou 60% de compatibilidade

Fonte:Cidade do Diário do Nordeste/jc
Hospital Universitário Walter Cantídio (Huwc) realiza procedimento pioneiro no Estado ( Nah Jereissati )
Hospital Universitário Walter Cantídio (Huwc) realizou na manhã desta terça-feira (18) uma técnica pioneira no Ceará para casos de transplante de medula óssea: trata-se do procedimento haploidêntico, que consiste em manipular as células de um doador que não é totalmente compatível com o receptor, de forma que elas não sejam rejeitadas pelo novo organismo. O primeiro beneficiado no Estado foi Leonardo de Lima Alves, de 22 anos, natural de Quixadá e portador de uma leucemia linfoide.
 
Leonardo recebeu as células da medula da mãe, Joana D'Arc de Lima, 40, que apresentou 60% de compatibilidade com o rapaz. Os dois viram a possibilidade de dar fim a dois anos de viagens entre Quixadá e Fortaleza para a realização dos tratamentos médicos. Mesmo com dificuldades de movimentação por conta do procedimento de coleta das células, que teve seis horas de duração, no dia anterior, Joana optou por assistir à cirurgia do filho.
 
“Eu me sinto maravilhada. É como se eu estivesse na maternidade de novo, como há 22 anos, dando vida a ele. Eu quero que o Leonardo tenha saúde, e ele já faz planos de voltar a trabalhar e formar a própria família”, conta ela. Caso o organismo de Leonardo responda bem às novas células, ele poderá voltar para casa em 20 dias.
 
Segundo o hematologista da unidade, Fernando Barroso, a taxa de sucesso das intervenções realizadas no Huwc é de 98%.
 
Procedimento
 
O chefe de Onco-Hematologia do hospital explica que a técnica haploidêntica só pode ser aplicada ao paciente que esteja com a leucemia controlada. Nesse caso, o doador preferencial deve ser o pai, a mãe ou algum irmão que apresente mais de 50% de compatibilidade tecidual. 
 
Após o transplante, o paciente é submetido a um tratamento imunológico com quimioterapia para inativar as células que possam causar rejeição. 

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