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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

ATRASO NA ENTREGA DO EIXO NORTE DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO É TEMA DE PLENÁRIA.

O Governo Federal estima que as obras devem ser concluídas até o fim deste ano

FONTE:DN
As águas do São Francisco serão distribuídas pelo solo cearense a partir de Jati, quando encontrará o Cinturão das Águas do Ceará (CAC), obra estadual, e seguirá pelo chamado “trecho emergencial”Foto: Eduardo Queiroz
Pelo sétimo ano consecutivo, o Estado do Ceará enfrenta um período de estiagem. Desde 2016, as obras de Transposição das Águas do Rio São Francisco estão atrasadas, comprometendo a vida de muita gente. A data para entrega já foi adiada por diversas vezes. O Governo Federal havia decretado que as águas do "Velho Chico" começariam a desaguar em solo cearense em agosto de 2018, depois em setembro e, por último, no fim deste ano. 
Na tarde desta segunda-feira (12), representantes da Academia Cearense de Engenharia (ACE), do Ministério da Integração Nacional (MIN) e da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) se reuniram para debater a situação do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PIRS), da conclusão e a sustentabilidade dele, e qual o impacto que o atraso das obras causa na vida dos cearenses.
Quando concluído, as águas do São Francisco serão distribuídas pelo solo cearense a partir de Jati, quando encontrará o Cinturão das Águas do Ceará (CAC), obra estadual, e seguirá pelo chamado “trecho emergencial”, que tem 53 quilômetros de extensão. De lá, deve percorrer canais, túneis e sifões até o Riacho Seco, em Missão Velha, seguindo por gravidade, em 13 quilômetros, até o Rio Salgado, desaguando no Jaguaribe, que abastece o Açude Castanhão. O Eixo Norte do Projeto vai atender 223 cidades, com população de mais de 7,1 milhões.  
De acordo com o secretário da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Francisco Teixeira, as reservas hídricas do Estado do Ceará garantem o abastecimento da população, sobretudo da Região Metropolitana de Fortaleza, que, segundo ele, será a mais beneficiada com a chegada do projeto.  "Nós sempre trabalhamos em uma margem de segurança considerando que sempre poderia ter algum percalço no caminho. Não é a primeira vez que acontece. É uma obra muito grande, então tanto na fase de obras como no momento em que começa a operar, aparece sempre algum problema que precisa de uma solução", relata, esperançoso que as águas cheguem, pelo menos, até o primeiro semestre do ano que vem, mesmo com o risco da falta de chuvas. 
Impacto econômico
Questionado sobre o impacto que as águas do "Velho Chico" podem causar no valor da conta de água, Francisco Teixeira diz que o Governo do Estado avalia a situação para que a taxa cobrada não seja tão alta. "Ainda não é sabido o quanto, mas podemos afirmar que será o menor possível”, enfatiza. 
Conforme o secretário, desde quando foi concebida a implantação da Transposição do Rio São Francisco, os governadores da Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco assinaram um termo de compromisso que a União concluiria a obra, e os Estados assumiram os custos para ter uma operação e um fornecimento sustentável.

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