"Se a senhora deseja ser bem atendida, então vá pra Granja"
A turista do Rio de Janeiro, de 67 anos, Rosilene Dias, fraturou um dos seus pés num acidente na Praia de Tatajuba, em Camocim. E pasmem! ela não foi atendida em Camocim! O postinho de saúde da comunidade estava fechado - reflita: uma região turística despreparada para estes tipos de ocorrências -. O atendimento primário foi feito no local, por médicos do grupo de amigos que acompanhavam a turista, e com a ajuda do proprietário de uma das barracas. Agora, pasmem mais um pouquinho: barraqueiros, bugueiros e populares foram unanimes em indicar o hospital de Granja para a turista. E fizeram melhor: forneceram o transporte para conduzi-la até o hospital.
O caminho natural deste atendimento deveria se inciar na unidade de saúde da própria localidade, e de lá, pela lógica, a acidentada deveria ser encaminhada para o atendimento no hospital da cidade, no caso, Camocim, precisamente no Hospital Deputado Murilo Aguiar. Mas, não! O hospital de Camocim não foi a referência! E não foi porque, lamentavelmente, devido ao seu histórico de ocorrências mal sucedidas, tem caído no descredito popular. São muitos os depoimentos de pessoas que foram maltratados, mal diagnosticados, ou que tiveram parentes mortos pela incompetência médica, sucateamento das estruturas e equipamentos ultrapassados. Isso sem falar que, de acordo com o Ministério Público e a Policia Federal, este referido hospital foi vitima de corrupção por parte de seus diretores, que fraudaram o SUS.



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