A cada hora, em média, 25 pessoas ficam sob a mira de arma. Especialistas apontam que a descrença nas instituições tornam ladrões mais cruéis e ousados
fonte: o dia
Rio - Entre os sombrios dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) que retratam o cotidiano da violência fluminense, um fenômeno criminal é preocupante e assustador. Os casos de roubo, com emprego de violência ou grave ameaça, superaram as ocorrências de furtos, praticados sem agressão ou intimidação da vítima.
Na série histórica do banco de dados do ISP, que começou em 2003, os furtos sempre foram maiores do que os roubos, mas esse padrão começou a ser quebrado em 2016, quando o estado fechou o ano com 208.781 roubos contra 169.238 furtos. E se consolidou. Entre janeiro e junho deste ano foram 110.776 roubos e 68.866 furtos. Ou seja, a cada hora 25 pessoas ficaram sob a mira da arma (de fogo ou não) de um ladrão. Os números legitimam a sensação do morador do Rio de que os bandidos estão cada vez mais selvagens.
“É um fenômeno diferente. Tudo é crime, mas para ir para o roubo, o indivíduo tem que ter a certeza que vai ficar impune. Sente-se mais livre para agir de maneira mais violenta”, analisou o psicólogo Roberto Debski, apontando a descrença nas instituições como uma das principais causas do crescimento de roubos.



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