É notório os sérios problemas de comunhão que considerável parte do Clero, e algumas autoridades do laicato, tem com os propósitos de Francisco de Assis, o santo mais popular, cuja vida a Igreja celebra nestes dias, através de novenários em vários lugares do mundo. O jovem que teve uma vida pautada eloquentemente nas extremidades centrais do Evangelho de Jesus, abraçando e vivendo com os desgraçados de sua cidade, constrangendo o poder religioso de seu tempo, levando-o a refletir sobre a necessidade de uma Igreja para os pobres, com os pobres e solidária com a vida planetária - irmã terra, irmão sol, irmã lua, irmão fogo, irmã água, irmão lobo, irmão pássaro... Um Francisco que, ao renunciar sua riqueza, questionou o estilo de vida da juventude burguesa, que buscava reconhecimento e glória após guerrear em campos de batalhas nas cruzadas. Para estes, o Jovem de Assis indicou valores humanos preciosos, contidos na simplicidade e na liberdade dos desvalidos. Podemos dizer que ele decifrou e incorporou a oração do Mestre: "Eu te louvo, Pai, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos (Mt 11,25-30)". Poucos encarnaram esta compressão da fé. Como nos lembra Leonardo Boff:, ele quis ser, e foi, o 'novellus pazzus' um novo louco: pelo Cristo Pobre...Há quem o chame de o 'ultimo cristão' ou o 'primeiro depois do Único', quer dizer, de Jesus Cristo".